Há quem leve a vida
Como em um trem a embarcar
Sem saber qual o destino
Se chegar, alegria
Se não chegar, paciência
A paisagem não importa
Vai e volta, vai e volta
Sempre ao mesmo lugar
sexta-feira, 28 de junho de 2013
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Felizes os ruminantes
Felizes as vacas e bois
Que encaram as cercas serenas
Sem saber o que vem depois
Livres eles pensam ser
Cheio de angustias loucas
Os homens, escravos do ter
Em uma dolorosa dança
Enchendo-se daquele vazio
Querendo o que não se alcança
E segue alegre o boi
Não sendo mais nem menos
Sendo o que sempre foi
Que encaram as cercas serenas
Sem saber o que vem depois
Os homens sabem a verdade
Não fazem nada apenas
Por pura comodidade
Não fazem nada apenas
Por pura comodidade
No pasto, felizes a viver
Sem saber do abate vindouro
Sem ninguém a dizer o que fazer
Livres eles pensam ser
Cheio de angustias loucas
Os homens, escravos do ter
Cercados na hipocrisia
Do sonho pequeno burguês
Do sonho pequeno burguês
Mascando a velha apatia
Engolem a sobra ou o que dão
Perdem-se na pequenez
Perdem-se na pequenez
De uma vasta imensidão
Em uma dolorosa dança
Enchendo-se daquele vazio
Querendo o que não se alcança
E segue alegre o boi
Não sendo mais nem menos
Sendo o que sempre foi
Sem consciência de sua grandeza
Não são escravos por desejo, pois.
Felizes as vacas e bois
Não são escravos por desejo, pois.
Felizes as vacas e bois
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